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23/10/2015 | 05:29 | Educação | Três de Maio

Docente participa de debate sobre Economia Criativa

Trocas de experiências entre Brasil e Reino Unido destacou o modelo que inclui modos de gestão ou negócios que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos

Trocas de experiências entre Brasil e Reino Unido destacou o modelo que inclui modos de gestão ou negócios que se originam em atividades, 

produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos
Foto: Divulgação
A docente do curso de Design de Moda da SETREM Vanessa Marin retornou motivada e cheia de ideias de Porto Alegre. No dia 13 ela participou do debate “Diálogos de Economia Criativa entre Brasil e Reino Unido – design, tecnologia e inovação moldando as sociedades”, realizado no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana. O evento contou com a participação de membros de importantes projetos internacionais de cultura que discutiram a regeneração urbana através da cultura e o impacto para o desenvolvimento econômico local. O debate foi voltado para gestores, empresários, jovens empreendedores e acadêmicos.
O encontro, promovido pelo British Council em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, e patrocínio do BNDES, foi aberto pelo secretário Victor no teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) com a presença de Thorben Dittes, diretor do Programa de Música Clássica e da Royal Northern Sinfonia do The Sage Gateshead, e Helen Legg, diretora do centro de arte contemporânea e design Spike Island, ambos no Reino Unido, que falaram sobre as perspectivas, desafios e soluções com as quais os dois países vêm lidando na última década.     
A Economia Criativa é o modelo que inclui modos de gestão ou negócios que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos. Em 2013, o PIB da indústria criativa no Brasil foi de R$ 126 bilhões. No Reino Unido, pioneiro no setor, os empreendimentos do gênero geram 76,9 bilhões de libras por ano para a economia local.
De acordo com Vanessa, o evento foi uma troca de experiências entre Brasil e Reino Unido, onde os palestrantes visitantes contaram como os “criativos” (comumente nominados o pessoal que trabalha na área da economia criativa) fazem para se manter e trabalhar. “Através de uma forma de união, eles juntam-se em prédios antigos, cedidos pela prefeitura, para montar seus escritórios, recebendo consultorias também do poder público. Isso também dá uma nova cara às cidades, promovendo uma espécie de regeneração urbana”, observa.
No evento foi apresentada a proposta de uma incubadora (projeto chamado RS CRIATIVO) que é, segundo a docente, uma excelente oportunidade para os acadêmicos da SETREM já irem preparando seus planos de negócio. Vanessa adianta que o projeto ainda não foi lançado oficialmente, mas é uma opção a ser analisada para quem está pensando em abrir uma negócio na área da moda ir deixando o plano de negócios pronto para receber consultoria na incubadora criativa que será instalada em Porto Alegre. “Quando o edital for publicado, poderemos estar mais adiantados e conseguir antes que os demais”, enfatiza ela acrescentando que, para quem quer se manter no mercado, é necessário ser criativo e inovador. “Mesmo empresas mais tradicionais precisam rever seus modelos de gestão. Diferente de nós, que ainda vemos a área como uma atividade informal e de pouco ganho financeiro, o Reino Unido aposta mais neste tipo de empreendimento, na área da economia criativa”, conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SETREM
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