Interagir, praticar, educar, ensinar, desenvolver, motivar. Esses são alguns dos muitos
predicados conhecidos e aplicados diariamente pelas bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Licenciatura Plena em
Pedagogia da SETREM, nas escolas atendidas pelo Programa na região.
Um exemplo desta dedicação ao ofício de ensinar é praticado pelas
acadêmicas Pibiadianas Tainá Bruna Kretzmann e Thaise Spaniol Rohr na Escola Estadual de 1º Grau São Francisco. Através do PIBID elas têm a
oportunidade de interagir num ambiente escolar ainda durante a graduação e a formação profissional se torna mais qualificada, justamente por estarem presentes
neste ambiente, e assim estar em constante pesquisa, práticas e reflexões sobre a realidade na qual estão inseridas.
“Esta experiência
nos proporciona diversas interações, nas quais podemos evidenciar na prática aquilo que estamos estudando na teoria durante a graduação. Com este
Programa, sentimo-nos muito felizes, mas acima de tudo privilegiadas com esta oportunidade ímpar”, afirma Tainá.
Na escola, ela e Thaise desenvolvem dois projetos com os alunos. O “Trabalhando a matemática com uma perspectiva lúdica”, é
desenvolvido através de uma oficina e tem como objetivo proporcionar aos alunos um incentivo à matemática através da ludicidade, desenvolvendo e estimulando o
raciocínio lógico. O trabalho utiliza materiais concretos e jogos e raciocínio lógico e é realizado junto às turmas do 1º, 2º, 3º e
5º ano do Ensino Fundamental. O projeto surgiu a partir das intervenções em sala de aula através da monitoria, quando as acadêmicas perceberam
dificuldades na abstração dos cálculos, e déficit no raciocínio lógico. “Levamos em consideração como resultados parciais, a
grande participação dos alunos e motivação, pois sempre estão disponíveis a participar das atividades de forma intensa. Apresentam mais agilidade
em determinados jogos, como o jogo da memória e com atividades que envolvem o material dourado, já que conseguem manuseá-lo com autonomia. Assim como o gosto pelo
desafio do jogo, do cálculo a partir de materiais concretos”, comenta Thaise.
O segundo projeto é o “Provocando o encantamento em momentos
lúdicos através dos contos e literatura infantil”, que tem como objetivo proporcionar aos alunos novas experiências a partir da ludicidade dos contos e literatura
infantil, abrangendo várias áreas de conhecimento, priorizando os momentos de expressão lúdica, para que desenvolvam pensamento criativo e crítico. A
oficina surgiu da necessidade de os estudantes terem um momento lúdico na escola, incentivando-os à leitura. Inicialmente o projeto foi desenvolvido pelas também
bolsistas Jéssica Naiara Rosh, Simone Aires da Silva, Taila Caroline e Thaise Spaniol Rohr, mas em função de diferentes demandas, atualmente participam do projeto as
acadêmicas Tainá Bruna Kretzmann e Thaise Spaniol Rohr.
O trabalho acontece através da contação de histórias, e vários
outros gêneros textuais. Após este momento são desenvolvidas atividades diferenciadas que estimulam a criticidade e o imaginário. O projeto envolve as turmas do
1º, 2º, 3º e 5º ano do Ensino Fundamental. “Como resultados parciais podemos identificar um grande apreço pelos livros literários, a busca por bons
livros, durante a contação percebemos olhares atentos que recriam as cenas descritas na história. Ainda, numa atividade com trava-línguas, percebemos que um
aluno da 5ª série que todos pensavam não ler, estava lendo”, observa Tainá.
CONSTATAÇÕES A PARTIR DA
PRÁTICA
Segundo Thaise e Tainá, o PIBID é um importante incentivo para suas formações na Licenciatura em Pedagogia, pois
“proporciona vivenciar à docência dentro da realidade escolar, percebendo suas dificuldades e desafios diários e procurando alternativas para auxiliar a escola no
que ela demanda”.
Para as acadêmicas, o cotidiano escolar traz muitos desafios principalmente pelo fator da vulnerabilidade social no qual muitas
crianças estão inseridas. Elas lembram que muitas crianças vêm de realidades precárias, e têm na escola um amparo social, cultural, muitas vezes
também de alimentação e afeto. “Creio que é uma realidade que por vezes não conhecemos, e só quem atua nesta área pode compreender o
processo e sensibilizar-se, para perceber que a escola tem papel fundamental para a vida e expectativa de um futuro melhor para estas crianças”, enfatiza Thaise.
Tainá observa que o crescimento humano que o Programa proporciona na realização destas oficinas é imenso. “Aprendemos a cada dia que passa
com os alunos, com seus olhares e expressões. São lições de vida repassadas por sujeitos tão pequeninos, mas por vezes tão grandes e tão
resilientes quanto às realidades em que convivem e que estão inseridos. O PIBID desempenha na escola uma função de extrema importância, pois nestas
oficinas possibilitamos aos estudantes sonhos, criatividade, diversão, de forma a acrescentar na sua formação integral como sujeito, de forma ativa em sua
aprendizagem”, conclui.