Desde agosto do ano
passado, o Laboratório de Pesquisas Avançadas para Computação em Nuvem (LARCC) (do inglês Laboratory of Advanced Researches for Cloud Computing) é
realidade na SETREM. Está localizado no Laboratório de Redes e tem como principal foco oferecer serviços de infraestrutura para a realização de pesquisas
científicas na Instituição e possibilitar um ambiente de estudos e aprendizagem no contexto de computação em nuvem.
O LARCC serve
para que alunos possam elaborar pesquisas que demandam de uma infraestrutura computacional de alto desempenho para simular e testar aplicações. Estas pesquisas podem ser da
área da biologia e engenharia, não restringindo a informática. Exemplos de aplicação vão desde a previsão do tempo, análise de grande
volume de dados (do inglês Big Data), descoberta de novos fármacos, modelagem molecular, simulação da resistência de aviões, simulação
de detonação, até a fusão nuclear, entre outros. Na Computação destacam-se as pesquisas que envolvem avaliação e
inovação de tecnologias, englobando sistemas, plataformas e infraestrutura para que as aplicações possam ser criadas e beneficiadas. Seu objetivo é
também realizar projetos de pesquisa em cooperação com empresas da região para ajudar a resolver problemas e sugerir soluções melhores.
A iniciativa partiu do docente e coordenador do Laboratório Dalvan Griebler após a orientação de dois trabalhos de conclusão no Curso
Superior em Redes de Computadores da SETREM. Segundo ele, hoje a maioria dos aplicativos e serviços estão na nuvem (executando e armazenado em um lugar desconhecido do
usuário). “Mesmo muito presente no dia a dia das pessoas, percebeu-se que a região e a comunidade científica tem uma grande necessidade em melhorar e explorar as
tecnologias existentes, bem como inovar em relação a computação em nuvem”, comenta ele observando que, com a pesquisa, também é
possível disseminar este conhecimento para que empresas da região e os usuário entendam melhor dos problemas, do riscos e das vantagens.
PESQUISA
Embora tenha apenas um ano de existência, o LARCC já tem dois projetos em andamento. O primeiro é o de pesquisa chamado
HiPerfCloud que tem como objetivo a investigação de tecnologias de código aberto que gerenciam a infraestrutura de um data center para oferecer como um serviço
na nuvem. Em resumo, os estudos deste projeto estão voltados para a descoberta das soluções que atingem o melhor desempenho. Outro projeto é o Bioagropec no qual
estão sendo criados uma plataforma e um software como serviço para analisar e monitorar as variáveis que estão presentes no contexto do projeto de um
biodigestor. “Além de projetos, alguns alunos de graduação estão realizando seus trabalhos de conclusão de curso com os recursos do
laboratório”, destaca Griebler.
O grupo de pesquisa do LARCC é formado por pesquisadores doutores, mestres e especialistas de diversas linhas de
pesquisa da computação e alunos de iniciação científica. Também trabalha em parceria com pesquisadores de outras universidades e empresas que
fornecem suporte financeiro para os projetos. Este grupo de pesquisa está colaborando com o desenvolvimento regional, nacional e internacional. A contribuição para a
comunidade científica vem através dos resultados alcançado nos experimentos ou estudos exploratórios publicados em formato de artigos, os quais levam a
identidade da instituição, do acadêmico, do pesquisador e da região. Com o ambiente que está sendo montado, os alunos e docentes da SETREM podem
aprender/investigar as tecnologias atuais de computação em nuvem.
Griebler ressalta que, enquanto os acadêmicos do curso de Redes têm a
oportunidade de usar e testar tecnologias de infraestrutura e redes, os acadêmicos do curso de Sistemas têm oportunidades no desenvolvimento e testes de plataformas e softwares
para a nuvem. “A função do LARCC também está em formar alunos para atuar na carreira acadêmica, por exemplo, preparar para um mestrado. Quando os
alunos buscam por tal interesse, a eles é oferecida uma bolsa de iniciação científica para que possam ficar em tempo integral dedicando-se aos estudos (faculdade
e pesquisa). Como existem projetos de pesquisa, os estudantes também conseguem ter uma noção dos problemas e necessidades das empresas que colaboram nos
projetos”, conclui o docente.