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29/03/2021 | 10:18 | Política

Desespero por não conseguir se segurar no cargo, diz Kátia Abreu sobre crítica de Ernesto Araújo

Chanceler escreveu que a senadora teria feito lobby em favor da China na questão do 5G. Parlamentar fala em "falta de equilíbrio" e "incompetência"

Senadora Kátia Abreu - Edilson Rodrigues / Agência Senado

No dia seguinte às acusações feitas pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que teria atuado em favor de interesses da China na questão do mercado de 5G, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) criticou a "falta de equilíbrio" do chanceler brasileiro e atribuiu as críticas feitas por ele a "desespero".


— Esse desespero é porque ele não consegue se segurar no cargo, exclusivamente por conta da sua incompetência diplomática. Foi a mesma coisa que fez o (ex) ministro (da Saúde, Eduardo) Pazuello antes de sair, (dizer) que pessoas foram lá e pediram dinheiro pra ele, que o pressionaram por dinheiro, insinuando corrupção. Sempre colocando a incompetência disfarçada de combate à corrupção. Um tanto desonesta essa estratégia, já conhecida no Brasil — afirmou a parlamentar, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade desta segunda-feira (29).


Questionada sobre ter chamado o chanceler de "marginal", a senadora afirmou que se referiu a atitudes "à margem do normal", de pessoas "que não se comportam adequadamente".

 

— Enquanto cidadão, ele está à margem da ética, do equilíbrio. Marginal porque deixa o Brasil à margem com seu comportamento. Tem toda a inadequação diplomática que um ser humano possa ter. Isso é imperdoável — afirmou.

 

Já quando perguntada especificamente sobre a acusação de lobby, a senadora voltou a afirmar o que já havia dito em uma nota emitida no domingo (28), alegando que "uma reunião de três horas não pode ser resumida em uma frase".

 

— Ele pinçou uma frase do meio da conversa, deslocada, que não tem nada a ver. Eu não estou preocupada com a empresa chinesa, mas com as exportações do agro. Quando me contaram que ele estava tentando me influenciar a fazer um decreto proibindo a Huawei, eu fiquei simplesmente muito preocupada. Tive esse aviso de dentro do governo, de que ele estava tentando influenciar (o presidente Jair) Bolsonaro, mesmo não tendo nada a ver com o assunto, dizendo que a Huawei ia praticar espionagem. Eu disse a ele da gravidade, de que ele estava colocando em risco um dois setores mais importantes do pais. 

Fonte: GZH

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