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09/03/2023 | 09:34 | Política

Ex-ministro Onyx Lorenzoni diz que vai devolver relógio de luxo que ganhou do Catar

Gaúcho estava na comitiva que recebeu itens após retornar ao Brasil

Gaúcho estava na comitiva que recebeu itens após retornar ao Brasil
Reprodução internet

O ex-ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni diz que irá devolver o relógio de luxo que recebeu após viagem ao Catar na qual integrou a comitiva do governo Jair Bolsonaro, em 2019. À coluna, ele afirmou na manhã desta quinta-feira (9):

- Quando a Comissão de Ética da Presidência fez o questionamento, em 2021, a gente mandou uma comunicação dizendo que eu tinha um relógio que estava em meu poder. Confirmei que eu tinha recebido de presente, que estava sob minha posse e que permaneceria assim até que eles tomassem uma decisão. Disse também que eu estava à disposição: se tivesse de entregar, entregaria.

À época, o Tribunal de Contas da União (TCU) tomou decisão, por 4 votos a 3, segundo a qual os políticos que haviam recebido os presentes não precisariam devolver os itens. Na semana passada, a Corte revisitou o caso e orientou uma decisão contrária: sugeriu que eles entreguem os relógios por entender que as peças estão em "desacordo com o princípio da moralidade pública". Cada relógio custa em média R$ 50 mil.

Onyx diz que nunca usou o acessório.

- Onde ele estava, ele ficou. Está no pacote que recebi, nunca toquei, nunca usei - explica.

E reitera que irá devolver o objeto.

- Se o TCU diz que tem de entregar, óbvio eu vou entregar. Quando eu voltar, vou entregar.  Sem problema nenhum.  Esse relógio nunca foi para o meu pulso, nunca tirei da embalagem - esclareceu o ex-ministro, que está em viagem fora do Brasil.

Além de Onyx, receberam os relógios o então ministro da Cidadania, Osmar Terra, o chanceler Ernesto Araújo, o chefe de Gabinete, Augusto Heleno, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Sergio Segovia, Gilson Machado, presidente da Embratur, o então chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Caio Megale, e o então embaixador do Brasil em Doha, Roberto Abdala.

Abdala providenciou devolução imediata, antes de qualquer questionamento. Megale, hoje na XP, acionou autoridades brasileiras ao questionar formalmente a Comissão de Ética sobre se seria ético ficar com o relógio.

Procurado na quarta-feira (8), o deputado federal gaúcho Osmar Terra (MDB) disse, por meio de sua assessoria, que não se manifestaria sobre o caso. 

Fonte: GZH
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