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25/03/2025 | 05:49 | Política

Bolsonaro culpa Carla Zambelli por derrota para Lula: ''Tirou o mandato da gente''

Ex-presidente disse que postura da deputada foi associada à sua política de defender a ampliação do porte de armas. Em meio a campanha presidencial, ela apontou arma para apoiador de Lula

Ex-presidente disse que postura da deputada foi associada à sua política de defender a ampliação do porte de armas. Em meio a campanha presidencial, ela apontou arma para apoiador de Lula
Zambelli fez campanha para Bolsonaro durante as eleições de 2022. Alisson Sales / Fotorua/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atribuiu a derrota na eleição de 2022 à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que sacou uma arma e perseguiu um apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma rua no bairro Jardins em São Paulo na véspera do segundo turno.

— A Carla Zambelli tirou o mandato da gente. Ela tirou o mandato da gente — disse Bolsonaro ao relembrar o episódio durante participação no podcast Inteligência Ltda. nesta segunda-feira (24). 

Na visão do ex-presidente, os eleitores associaram a atitude à sua política de defender a ampliação do porte de armas, o que teria lhe custado votos.

A parlamentar é ré por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo devido ao episódio. Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votaram para condená-la à perda de mandato, mas o ministro Nunes Marques pediu vista e suspendeu o julgamento nesta segunda. São necessários seis votos para formar maioria.

— Aquela imagem, da forma com que foi usada, a Carla Zambelli perseguindo o cara. Aquilo teve gente falando: "olha, o Bolsonaro defende o armamento". Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. A gente perdeu. São Paulo estava bem, né? — questionou Bolsonaro. 

— A gente estava com 20 pontos de vantagem — respondeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também participou da entrevista.

Pedido de vista

A defesa de Zambelli encarou com "esperança" o pedido de vista de Nunes Marques e disse que espera que ele e os demais ministros "possam examinar minuciosamente o processo e constatar, como exposto nos memoriais encaminhados, que não pode prevalecer o voto condenatório proferido pelo Eminente Ministro Relator".

Fonte: GZH
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