11/04/2025 | 18:29 | Política
Medida que formaliza decisão que tornou o ex-presidente réu marca o início da instrução processual do núcleo 1, tido como "crucial" para o plano de impedir a posse de Lula
Nesta sexta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados de planejar um golpe em 2022. O grupo faz parte do núcleo 1, considerado como "crucial" para o plano pelo inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida marca a formalização por escrito do que foi julgado pela Primeira Turma da Corte, que aceitou a denúncia da PGR e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus.
Com a abertura do processo criminal, os acusados passam a responder pelos seguintes crimes:
A ação penal também marca o início da instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Após o fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.
Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.
O acórdão do julgamento da Primeira Turma foi publicado pelo STF nesta sexta-feira. O documento tem 500 páginas e resume a decisão do colegiado.
Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. Em março, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus.
O núcleo 2 será julgado nos dias 22 e 23 de abril. Este grupo é composto por seis denunciados, todos acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder, em 2022.
A análise da denúncia contra o núcleo 3 será nos dias 20 e 21 de maio. Os denunciados desse grupo são acusados de planejarem "ações táticas" para efetivar o plano golpista. O grupo é formado por 11 militares do Exército e um policial federal.
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