29/05/2025 | 05:29 | Política
O bilionário agradeceu o presidente Donald Trump ''pela oportunidade de reduzir gastos desnecessários''
O empresário Elon Musk anunciou sua saída do governo Trump nesta quarta-feira (28). Em post nas redes sociais, o bilionário agradeceu o presidente Donald Trump "pela oportunidade de reduzir gastos desnecessários".
Ele ainda afirmou que a missão do Departamento de Eficiência Governamental, mais conhecido pela sigla em inglês Doge, irá "se fortalecerá com o tempo, à medida que se tornar um modo de vida em todo o governo".
Musk já havia dito, em uma entrevista ao canal CBS News — da qual foi exibido um trecho na noite de terça-feira (27) — que estava "decepcionado" com o governo.
— Fiquei decepcionado ao ver esse projeto de lei de gastos imensos, francamente, que aumenta o déficit orçamentário (...) e mina o trabalho que está sendo feito pela equipe do Doge — disse.
Na entrevista, o chefe da Tesla e da SpaceX expressa suas divergências com Trump, que o nomeou para liderar o chamado Doge.
Sem mencionar Musk, a Casa Branca tentou minimizar qualquer divergência sobre os gastos do governo dos EUA.
"Não é um projeto de orçamento anual", disse o assessor de Trump, Stephen Miller, na plataforma de mídia social de Musk, o X.
Saída já era planejada
Em abril, já havia sido divulgado que Musk deixaria o cargo. A informação teria sido revelada pelo presidente Donald Trump para membros do seu gabinete.
Apesar da informação não ter sido confirmada, semanas depois das especulações, o bilionário disse que o tempo dedicado ao governo Trump diminuiria "significativamente".
— Provavelmente, no próximo mês, meu tempo alocado ao DOGE (o escritório criado por Trump para cortar gastos federais) diminuirá significativamente — disse Musk em uma teleconferência discutindo os lucros do primeiro trimestre da Tesla, um período em que seus lucros caíram 71% em comparação ao mesmo período em 2024.
Apesar do afastamento de Musk, o presidente norte-americano demonstrou satisfação pela atuação do bilionário no governo dos Estados Unidos.
Em cerca de cem dias se encerraria o contrato do bilionário como funcionário especial do governo, atribuição que lhe isenta temporariamente de exercer cargos que causem conflitos de interesses. Ou seja, caso ele prossiga no governo após este período, precisará abrir mão do comando de suas empresas – entre elas a Tesla e SpaceX.
Trump afirmou que "em algum momento Elon vai querer voltar para suas empresas". A fala deu indicativos que Musk não pretende abrir mão da função de CEO em seus negócios.
Mesmo com o desligamento de Musk, ele deverá seguir atuando como conselheiro do governo norte-americano e, principalmente, de Trump.
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