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25/07/2025 | 07:33 | Política

PL e Novo confirmam aliança para 2026, com Zucco governador, Van Hattem e Sanderson ao Senado

Partidos selaram apoio em evento na tarde desta quinta-feira (24), em Porto Alegre

Partidos selaram apoio em evento na tarde desta quinta-feira (24), em Porto Alegre
Zucco empolgou militância com discurso otimista, e recebeu gritos de

Alinhados ideologicamente, PL e Novo confirmaram que estarão juntos na eleição de 2026 no Rio Grande do Sul. Os dois partidos chegaram a um acordo que já era esperado nos bastidores, e anunciaram nesta quinta-feira (24) as pré-candidaturas de Luciano Zucco (PL) a governador e Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) ao Senado.

Com clima de torcida organizada na sede estadual do PL, no Centro de Porto Alegre, a união chamada pelos correligionários de "Novo PL" foi descrita pelo presidente liberal, Giovani Cherini, como "o primeiro passo ao Piratini".

— Toda grande caminhada começa com um primeiro passo. É uma grande união. Não é projeto pessoal, do PL ou do Novo. É um projeto do povo gaúcho. Temos que tirar nossos egos, belezas, e que a gente saiba que se o Zucco ganhar (corrigido pelo público para "quando"), nós todos ganharemos juntos. Vamos nos orgulhar quando Sanderson e Marcel estiverem apertando o botão para cassar o Alexandre (de Moraes) — bradou o presidente do PL.

As conversas entre Cherini e o presidente do Novo, Marcelo Slaviero, começaram em março desse ano. Ambos concordam que, por esta ser uma das eleições mais antecipadas do Rio Grande do Sul, era necessário unir forças o quanto antes, com o objetivo de atrair mais partidos para a coligação da direita e poder, desde já, divulgar os nomes de Sanderson e Van Hattem pelo Interior.

O acordo entre os dois partidos não prevê distribuição de cargos ou espaço em um eventual governo de Luciano Zucco. O Novo ofereceu o amplo eleitorado de Van Hattem como principal ativo (o deputado foi o segundo mais votado no RS, atrás justamente de Zucco), enquanto o PL dará espaço de divulgação para o aliado e vai aproveitar para alavancar a popularidade de Sanderson no Estado.

— Queria muito que acontecesse isso. Sempre tive orgulho de me unir a leões, e não a hienas. É o "Novo PL" que está diante de vocês — disse Luciano, que ouviu o cântico de "Zucco governador".

Novas alianças

Citados nominalmente, Republicanos — que esteve representado pelo deputado estadual Capitão Martim — e Progressistas ainda são sonhos de consumo do PL. Tanto Cherini quanto Zucco reforçaram que querem contar com as duas siglas em uma grande aliança da direita.

Por parte do Novo, há confiança de que o PP vai se juntar à coligação nos próximos meses. A leitura de Slaviero é de que, ao contrário da Capital, os progressistas do Interior são mais alinhados com os partidos e ideologias da direita, e teriam dificuldade em votar em Gabriel Souza (MDB) caso estivessem juntos.

As negociações esbarram nas intenções dos partidos. Enquanto o PL não abre mão da cabeça de chapa a governador e de uma das vagas ao Senado, o PP entende que indicar apenas o vice é pouco para o tamanho e os objetivos da sigla.

Além deles, o PL conversa com Podemos, PSDB, Solidariedade e Avante para compor o grupo da direita no RS.

Estratégia do Novo

Com Van Hattem disputando o Senado, a ideia do Novo é impulsionar os votos nos candidatos do partido a deputado, na tentativa de superar a cláusula de barreira em 2026. O índice é necessário para que a legenda tenha acesso a recursos do fundo partidário e tempo de televisão nas próximas eleições. 

Na lista de candidatos à Câmara dos Deputados estão o deputado estadual  Felipe Camozzato e o ex-deputado Fábio Ostermann. O vereador Thiago Albrecht, de Porto Alegre, também almeja disputar uma das cadeiras em Brasília. O outro vereador, Ramiro Rosário, vai disputar um espaço na Assembleia Legislativa.

O jornalista Henrique Ternus colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço.

Fonte: Rosane de Oliveira - GZH
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