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31/08/2025 | 10:50 | Política

Tarcísio diz que primeiro ato, se for presidente, será conceder indulto a Bolsonaro

Governador de São Paulo afirmou que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro. Contrariando a própria fala, afirmou que não será candidato à presidência no próximo ano

Governador de São Paulo afirmou que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro. Contrariando a própria fala, afirmou que não será candidato à presidência no próximo ano
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. ALLISON SALES / FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira medida se vier a ser presidente da República seria conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi questionado se concederia o indulto em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira (29). 

— Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado — afirmou.

Ele voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026. 

— Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís — afirmou.

Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe na próxima terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). 

— Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto — disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a "prerrogativa" do Congresso em construir uma "solução política". 

— A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil — declarou, citando episódios desde revoltas do período colonial até o "movimento de 64".

Na entrevista, Tarcísio ainda cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia. Ele não citou Motta nominalmente. 

— Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder — disse.

Fonte: GZH
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