25/09/2025 | 05:10 | Política
Parlamentar tem quatro ausências injustificadas em março
Em razão de faltas sem justificativas no mês de março, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu uma cobrança de R$ 13,941 mil da Câmara dos Deputados. O montante é referente a quatro ausências anteriores ao parlamentar oficializar o pedido de afastamento do mandato para mudar-se para os Estados Unidos. As informações são do g1.
Além da cobrança, a Câmara também iniciou os trâmites legais para que o parlamentar seja fichado no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Posteriormente, o deputado ainda poderá ser listado na Dívida Ativa da União (DAU).
O regimento da Câmara dos Deputados permite que faltas injustificadas sejam descontadas dos salários dos parlamentar. Como Eduardo não apresentou explicações sobre as quatro ausências de março, registradas antes do pedido de afastamento, agora é alvo da cobrança.
Houve uma tentativa de descontar o valor devido ainda na folha de pagamento de março, mas a Câmara afirmou que não havia saldo suficiente para quitar a dívida.
A irregularidade foi constatada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em julho deste ano. O gabinete de Eduardo Bolsonaro foi notificado em agosto, mas o boleto venceu em 12 de setembro e não foi quitado.
Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos em março deste ano, mas oficializou o pedido de afastamento de 180 dias do cargo de deputado federal apenas dias após ter chegado ao solo norte-americano.
Na última semana, chegou a ser indicado para ser líder da minoria na Câmara dos Deputados. No entanto, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), impediu o movimento.
Na terça-feira (23), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu um processo contra Eduardo Bolsonaro. Apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a denúncia acusa o parlamentar de "desestabilizar instituições republicanas" do Brasil" e incentivar os EUA a sancionar o país. Ele corre risco de ter o mandato cassado.
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