04/10/2025 | 09:28 | Política
Prazo para que chefes dos Executivos municipais deixem o cargo é 4 de abril
Já permeia os debates nos diretórios partidários a composição das nominatas de candidatos para a disputa das cadeiras de deputados estadual e federal, faltando um ano para a eleição de 2026. Parte destas listas deverá ser composta de atuais prefeitos, reeleitos no ano passado, que devem deixar o cargo em abril e lançar candidatura ao Legislativo (confira a lista abaixo). A maioria, no entanto, são deputados candidatos à reeleição e ex-prefeitos que estão sem cargo.
Segundo a legislação eleitoral, chefes de Executivo e secretários de governo precisam se desincompatibilizar do cargo seis meses antes da eleição. Como o pleito está marcado para 4 de outubro, a data limite para que renunciem é 4 de abril.
No Rio Grande do Sul, são três as cidades que já sabem que terão troca no comando das prefeituras:
Trojan já anunciou oficialmente que será candidato a deputado estadual. É a grande aposta do MDB para ter um representante do Vale do Taquari na Assembleia, depois que ele ficou conhecido por enfrentar de cabeça erguida a pelo menos cinco cheias do Rio Taquari em menos de um ano — entre elas as de setembro de 2023 e maio de 2024.
A disputa por uma cadeira no Legislativo estadual é o mesmo destino de Zanatta. Já Maranata filiou-se ao PSDB no início de setembro e já anunciou sua pré-candidatura a governador. Ele deve deixar a prefeitura em abril e disputar espaço interno com Paula Mascarenhas, presidente estadual tucana, que também lançou seu nome para a corrida pelo Piratini.
O PP é quem pode lançar mais prefeitos na disputa, até por ser o partido no comando do maior número de cidades gaúchas, mas ainda não confirmou nenhum dos nomes. Na semana passada, o presidente estadual do partido, deputado Covatti Filho, convidou formalmente para concorrer a deputado estadual o prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues — que agradeceu e afirmou que avaliaria o que é melhor para o Estado e para a cidade.
Também são ventilados nos bastidores os nomes dos prefeitos Andrei Cossetin, de Ijuí, e Anderson Mantei, de Santa Rosa. Os dois esperam pela definição do futuro do secretário do Desenvolvimento Econômico Ernani Polo (PP), cotado para ser vice na chapa de Gabriel Souza (MDB) ao governo estadual. Polo, Cossetin e Mantei são da região Noroeste do Rio Grande do Sul e dividiriam voto do eleitorado.
Outros partidos, como PT e PSD, ainda não iniciaram o debate interno sobre prefeitos que podem entrar na disputa. Já siglas como o PL e o PSB indicaram que nenhum dos seus representantes municipais estará na disputa, já que os principais nomes estão em primeiro mandato.
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