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08/12/2025 | 05:34 | Política

Com disputa entre irmãos, município gaúcho elege vereador para ocupar cargo deixado pelo pai que morreu

Everton Della Libera foi eleito com 909 votos válidos na tarde de domingo (7). A irmã, Vitória Caroline Della Libera, obteve 376 votos

Everton Della Libera foi eleito com 909 votos válidos na tarde de domingo (7). A irmã, Vitória Caroline Della Libera, obteve 376 votos
Everton Della Libera foi eleito com 909 votos. Reprodução RBS TV / Divulgação

A eleição suplementar para vereador que mobilizou Braga, no noroeste do RS, terminou com a vitória de Everton Della Libera, que recebeu 909 votos neste domingo (7). A irmã, Vitória Caroline Della Libera, obteve 376 votos. Os números foram totalmente computados às 17h42min, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A votação ocorreu para preencher a vaga deixada após a morte do vereador Bolivar Della Libera, em 23 de julho deste ano. Sem suplentes no partido do parlamentar, o PP, a Câmara Municipal foi obrigada a convocar nova eleição — cenário inédito no país, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).

Com a decisão, os 2.886 eleitores aptos voltaram às urnas exclusivamente para definir um único vereador. Apenas dois candidatos concorreram: os próprios filhos do parlamentar.

— É um momento bem difícil pra mim, mas vou guardar segredo sobre o voto. Não quero magoar nem um e nem outro — disse a mãe dos dois candidatos, Inez Lorenzatto.

Além do resultado final, o número de votos invalidados também se destacou. A eleição registrou 332 votos em branco e 88 votos nulos, totalizando 420 votos que não foram destinados a nenhum dos candidatos. Dos 2.886 eleitores aptos a votar, apenas 1.745 foram às urnas, totalizando um índice de abstenção de 39%.

A quantidade expressiva representa quase metade dos votos recebidos pelo vencedor e demonstra que parte do eleitorado optou por não se posicionar na disputa que ganhou repercussão na cidade.

Disputa inédita no Brasil

Conforme o TRE-RS, a situação é inédita em âmbito nacional. Nunca antes havia sido organizada uma eleição suplementar para eleger apenas um vereador.

— É o primeiro caso no Brasil. O TSE nunca tinha operacionalizado uma eleição com essa configuração — explicou Daniel Wobeto, secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RS.

Ao todo, 13 urnas eletrônicas foram distribuídas em oito locais de votação, que contou com o apoio de 36 mesários. Durante o pleito, apenas uma urna precisou operar com a utilização de bateria por falta de luz no local de votação.

O TRE-RS informou que precisou realizar testes extras para assegurar que o sistema de candidaturas aceitasse o registro de apenas uma vaga a ser preenchida — um formato que não faz parte dos cenários de teste habituais.

Próximos passos

Com a vitória, Everton deve assumir a cadeira deixada pelo pai nos próximos dias, após conclusão dos trâmites formais da Justiça Eleitoral. A mãe dos candidatos, Inez Della Libera, também vereadora, acompanhou o pleito e afirmou antes da eleição que estava "com o coração dividido". Agora, a Câmara retoma sua composição completa.

Fonte: GZH
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