30/04/2026 | 20:17 | Política
Com redução de pena, progressão de regime e e remição, ex-presidente ficaria cerca de dois anos e quatro meses em regime fechado
Com a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira (30), o Congresso Nacional confirma a redução das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e demais condenados por tentativa de golpe de Estado.
Agora, após a provocação das defesas dos condenados, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve recalcular as penas impostas.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, Bolsonaro permaneceria preso por dois anos e quatro meses, segundo cálculos da equipe do relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), em dezembro passado. Atualmente, Bolsonaro já cumpriu cerca de cinco meses da pena. Dessa forma, o ex-presidente deixaria o regime fechado no início de 2028.
Antes da votação da derrubada do veto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), excluiu do PL o trecho que contradizia a Lei Antifacção, que trata da progressão de penas, vetado por Lula.
A diminuição da pena de Bolsonaro é sustentada por três grandes alterações:
Com a pena reduzida para 20 anos e nove meses, a progressão para o regime semiaberto ocorreria após cerca de três anos e quatro meses de prisão em regime fechado.
A progressão de regime é um direito previsto em lei que permite ao preso cumprir a pena em condições menos rigorosas. Na prática, significa passar do regime fechado para o semiaberto ou do semiaberto para o aberto.
No caso do trabalho, a cada três dias trabalhados, o condenado tem direito a descontar um dia da pena.
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